quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Defesa Final

As datas foram confirmadas e divulgadas apenas hoje de tarde. Marque na sua agenda:

26 de novembro - quinta-feira
14h30 - anfiteatro 800
Reitoria UFPR - Edifício D. Pedro I - R. General Carneiro, 460 - 8° andar

Pois é, os caras não vão com a nossa cara e marcaram o pior horário possível para nós. Fazer o quê.  Podemos adiantar que todos aqueles que se envolveram diretamente no projeto ganharão uma pequena "lembrancinha" durante a apresentação. Vamos sortear também um DVD dos vídeos e um livro-roteiro.

Tentem aparecer por lá, sua presença será deveras significativa para nós. Lembrando que a defesa final será aberta ao público. Portanto, todos os seres existentes ou não estão convidados. Além disso, haverá um happy-hour a partir das 18h30: estaremos no café Mafalda (Rua TIbagi, 75, Centro) curtindo a vida pós-faculdade. Evidentemente, queremos todos por lá também.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Materiais-Extras: Vídeo de Apresentação e Bastidores

O vídeo acima é apenas a apresentação acadêmica do projeto, conforme solicitado pela coordenação do curso. Você deve estar se questionando por que youtube ao invés de vimeo ou vice versa. Explico: o youtube não provoca nenhuma alteração no vídeo, o problema é que só aceita vídeos de 10 minutos no máximo. Por outro lado, o vimeo possui muito mais recursos. Enfim, o que interessa é que os bastidores mereciam um vídeo a mais. Dito e feito, confira as abobrinhas logo abaixo.

Pois é, ao que tudo indica estamos quase no fim. Mas como eu acredito que na vida nem tudo passa, estes quases costumam durar uma eternidade. Ainda não mandei os emails de agradecimento, mas pra quem nos acompanhou até agora estamos preparando uma singela lembrancinha. Boatos de publicação do livro-roteiro. Detalhes no decorrer do tempo. Algumas pessoas estão me perguntando se haverá continuação. O plano era esse, mas o empenho/saúde esgotou. Não vai haver continuação porque não. O dinheiro é um ótimo argumento neste caso. Existe também a opção de comprar comigo. É só mandar um email, até o dia que meu diploma estiver pronto (vai demorar ainda). E depois acabou pra sempre - algumas coisas são melhores quando raras.

domingo, 15 de novembro de 2009

Materiais Extras: Vídeo-Teaser

O vídeo acima, compartilhado através do vimeo, não está em alta-definição e a trilha sonora acabou atrasando cerca de 0,7 segundo por conta do próprio vimeo. Mas acho que já dá pra ter uma idéia. Por falar em idéia, nossa gaveta está lotada. Mas é preciso paciência. Você tem um pouco aí? Então escuta. Durante o ano todo nos preocupamos somente com a tal coerência metodológica e processual, isto é, como pensávamos ser o jeito certo. Acontece que o jeito certo não era exatamente aquilo que estavam esperando. Então só resta fugir das estribeiras e fazer como sempre fizemos, na marginália, como de costume. É engraçado isso. Professores de design não lêem o que os alunos escrevem - monografias, artigos, relatórios... e a ladainha da “leitura dinâmica”. O resultado final, porém, nunca passa despercebido (não interessa como foi alcançado). Como se o projeto preexistisse a ele mesmo e apresentasse desde o início o seu final, como se fosse uma obra acabada antes mesmo de ser problematizada, como se a idéia sempre tivesse existido, à espera que alguém a execute. Isso significa que não podemos sequer considerar uma avaliação externa que, aliás, facilitaria bastante a construção de uma reflexão crítica sobre o nosso próprio trabalho. Sem dúvida, a melhor opção é permanecer na condição de um estudante imaginário que se depara com o final do curso como quem se depara com um fantasma e que, sem ter nenhuma referência concreta como apoio, se esforça por construir uma formação simulada pelo menos pra si mesmo.

Sinceramente acredito que existam outros tipos de interpretação para este mesmo fenômeno, de todo modo é preciso aceitá-lo, compreendê-lo. Espero nunca precisar, mas talvez precise.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Materiais Extras: Banner e Livro-Roteiro

Conforme solicitado pela Coordenação do curso de Bacharelado em Design Gráfico UFPR, foi gerado um banner seguindo todos os parâmetros pré-estabelecidos. Entretanto, decidimos por não utilizar nenhuma informação textual, mas apenas umas síntese iconográfica resultante da pesquisa analítica desenvolvida no escopo deste projeto. Impresso em lona 90 x 120 cm, plotagem 4x0, com acabamento em madeira e cantoneiras de pvc pretas, o Banner retrata os personagens principais da Graphic Novel produzida e a linguagem predominate no Livro-Roteiro.

Banne_net

O Livro-Roteiro, por sua vez, configura-se pela compilação dos textos remanescentes da etapa pré-projetual referente à criação do roteiro. As histórias incompletas não foram utilizadas, uma vez que o objetivo deste livro é divulgação da proposta conceitual como um todo, para além da academia. Deste modo, prezou-se mais pelo baixo custo de produção, apelo estético e conteúdo literário, explorando o que de melhor foi gerado até então. O intuito desta peça é, portanto, servir como um “cartão de visitas” deste projeto a possíveis interessados (editores, patrocinadores, apoiadores, etc). O miolo do Livro-Roteiro foi impresso em papel reciclado 75g/m², P&B (xerox) frente e verso, formato 21 x 21 cm. A capa foi impressa em papel Coriandoli White 216g/m², impressão digital 4x0 e costura artesanal para unir a capa e o miolo, seguindo-se o método clássico japonês: encadernação externa, sem a utilização de cola.

Em breve, divulgaremos a monografia atualizada, o vídeo divulgativo e algumas fotos da produção gráfica.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Apresentação e Protótipo Virtual

Seguem abaixo a visualização da Apresentação preparada para a Qualificação do projeto “DASEIN: o ser e a essência” (agendada para o período de 13 a 16 de outubro) e a visualização do primeiro volume da Graphic Novel desenvolvida até então.

Monografia (quase) finalizada e Protótipo Impresso

“Finalmente” é uma palavra que tem caído bem ultimamente. Estamos na fase chamada de “Qualificação” do Tabalho de Conclusão de Curso na UFPR, na qual tivemos que terminar uma versão preliminar na monografia e da Graphic Novel. A monografia pode ser baixada AQUI e a Graphic Novel pode ser baixada AQUI. Seguem abaixo algumas fotos do protótipo impresso do primeiro volume da Grpahic Novel “DASEIN: o ser e a essência”:

A experiência que tivemos com o desenvolvimento deste trabalho tem sido até então bastante gratificante, porém deveras frustante em certos aspectos. Há uma profusão de pensamentos que têm valor apenas para nós que estamos por trás do projeto, mas apenas alguns poucos destes pensamentos acabaram tendo força o suficiente para atuar por meio da repercussão e reflexão, ou seja, para conquistar o interesse do leitor depois de escritos. Isso ficou bastante evidente na avaliação e interpretação por parte de nossos orientadores e até por parte dos demais professores que viram nosso projeto.

Para a imensa maioria dos artistas, sua arte é (ou deveria ser) um meio e não um fim. Pois tudo o que realiza em função de outra coisa é feito apenas de maneira parcial, sendo que a verdadeira excelência só pode ser alcançada, em obras de todos os gêneros, quando elas foram produzidas em função de si mesmas e não como meios para fins ulteriores. Da mesma maneira, só chegará a elaborar novas e grandes concepções fundamentais aqueles que tenha suas próprias idéias como objetivo direto de seus estudos, sem se importar com as idéias dos outros. Entretanto os professores, em sua maioria, estudam exclusivamente com o objetivo de um dia poderem ensinar e escrever novos artigos. Assim, o processo se torna semelhante a um estômago e a um intestino dos quais a comida sai sem ser digerida. Justamente por isso, seu ensino e suas referências bibliográficas tem pouca utilidade. Não é possível alimentar os outros com restos não digeridos, mas só com o leite que se formou a partir do próprio sangue.

 

Deixando a opinião pessoal e o desabafo de lado, fato é que a maioria das pessoas que se depararam com o nosso projeto o avaliaram unicamente pelo protótipo impresso, como se isso envolvesse todo o processo percorrido pela equipe. Etapas importantes como a pesquisa teórica, a criação de um modelo analítico inédito, o estudo de casos, o trabalho com os modelos vivos e o próprio labor exigido na elaboração dos desenhos não foram levados em consideração. Desse modo, o protótipo impresso, embora represente de certa forma o resultado deste trabalho, tem sido considerado insuficiente por parte dos docentes envolvidos, uma vez que se trata de um trabalho de graduação realizado com 3 pessoas. Provavelmente será exigido a produção de no mínimo mais um volume da história, com a mesma quantidade de páginas, dentro das 3 semanas que restarão até a Defesa final do TCC. A produção do protótipo, desde o fechamento de arquivos até a impressão, não demandou mais do que 3 ou 4 dias. Entretanto, para desenhar uma única página da Graphic Novel, após a fotografia dos modelos e da diagramação, eram necessários no mínimo 3 dias de trabalho.

 

Evidentemente nenhum de nós tem experiência no ramo dos quadrinhos que, provavelmente, exige muito mais agilidade na produção. Porém, o fato é que o nosso objetivo inicial restringia-se somente no aprendizado acadêmico. A conclusão que podemos tirar agora é que a política do curso de Bacharelado em Design Gráfico na UFPR se configura em exigir do aluno um esforço um pouco além de suas capacidades: se ele consegue desenhar um boneco palito em uma semana, exige-se dois bonecos palitos em uma semana; se ele consegue desenvolver um filme da Pixar em um ano, exige-se dois filmes da Pixar em um ano. Se isso é certo ou errado pedagogicamente, não convém a nós julgarmos, mas o que se observa é que isso estimula a entrega do trabalho em “última hora”, produzindo-o apenas para ser entregue. Talvez seja este o motivo que explique o fato de que a maioria das outras equipes entregou a monografia pela metade, faltando todo o desenvolvimento para ser feito nas últimas 3 semanas. Talvez isso realmente fosse o mais sensato a ser feito, já que de qualquer forma será exigido o dobro do trabalho para que seja considerado “suficiente”.

Não podemos dizer que finalizamos de fato o projeto, ainda há uma jornada corrida até a defesa final prevista para novembro deste ano. Entre outras coisas, será preciso corrigir e revisar a monografia e desenvolver alguns materiais extras como o banner, o vídeo de apresentação e o site de divulgação do projeto. No entanto, produzir um novo volume até novembro, embora não seja completamente impossível, é algo que não apenas vai contra os nossos objetivos primeiros, como também nunca seria feito com a mesma dedicação.

Por outro lado, se observarmos a quantidade e a variedade dos estabelecimentos de ensino e de aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar que hoje a informação é muito mais valorizada do que a instrução. Deixando de lado a necessidade financeira inerente a todos, nota-se que os professores não se esforçam pela sabedoria, mas pelo crédito que ganham dando a impressão de possuí-la. E os alunos não aprendem para ganhar conhecimento e se instruir, mas para poder simplesmente ser aceito na sociedade e ter uma opinião. Ou seja, o que vejo hoje são pessoas que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e apressado, depois querem ser mais espertas do que todo o passado. Não ocorre a eles que a informação é um mero MEIO para a instrução, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma. Diante da imponente erudição de tantos doutores e pós-doutores, sempre digo que essas pessoas devem ter pensado muito pouco para terem tempo de ler e escrever tanto. Assim como as atividades de ler e aprender, quando em excesso, são prejudiciais ao pensamento próprio, as de escrever e ensinar em demasia também desacostumam os os homens da clareza e profundidade do saber e da compreensão, uma vez que não lhes sobra tempo para obtê-los. Com isso, quando expõe alguma idéia, a pessoa precisa preencher com palavras e frases as lacunas de clareza em seu conhecimento. É isso, e não a aridez do assunto, que torna a maioria dos trabalhos de graduação, assim como a maioria dos demais trabalhos acadêmicos e científicos, tão entediante.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Edital para publicação de HQ – Secretaria de Cultura de SP

dasein_pacote

Mandamos o projeto “DASEIN: o ser e a essência” para o Edital n°11 da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, referente ao desenvolvimento e publicação de HQs: serão selecionados 10 projetos, sendo cada projeto financiado com 25 mil reais para publicação em 2010. O protocolo de nosso projeto é o n°008. Ou seja, pelo que eu entendi, até então só foram inscritos 8 projetos. As incrições vão até dia 30 de julho e o resultado definitivo sai já em setembro. O orçamento já foi detalhadamente planejado e está completamente voltado à publicação, distribuição e divulgação do projeto - ninguém, nem os próprios autores deste projeto, receberão grana (à princípio). Mas enfim, isso é só pra setembro. Resta-nos apenas ficar na torcida por enquanto. Caso sejamos selecionamos, postarei aqui maiores detalhes do projeto.

domingo, 28 de junho de 2009

Fenômeno Dasein

Untitled-1Não raro, o verossímil é inacreditável.

“Brooke Greenberg tem o tamanho e a capacidade mental de uma criança. Ela também não fala, não se locomove sozinha e continua a ter os mesmos dentes de quando era, de fato, um bebê. No último mês de janeiro, porém, a americana completou 16 anos de idade.”

Leia mais AQUI. De fato, eu já devia ter publicado o roteiro dessa HQ antes que o fenômeno virasse notícia. Agora vão dizer que agente não tem criatividade.

sábado, 6 de junho de 2009

Uma breve introdução à Semiótica aplicada ao Design

Neste artigo falarei um pouco da relação da semiótica com design, assunto muito interessante e vasto, com base nas idéias de mestres como Charles Sanders Peirce, Charles Morris, Roman Jakobson e Umberto Eco.

Semiótica é a ciência geral dos signos, que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos. Em outras palavras, o sistema de significação ou representação na natureza, conceito, idéia ou cultura. Uma área muito vasta, que abrange também a linguística, onde se inclui, além das artes visuais, a música, fotografia e até mesmo a culinária.

Surgiu junto com a filosofia, na época da Grécia antiga e vem se desenvolvendo até hoje. Mas, somente há cerca de dois ou três séculos, é que começaram a surgir aqueles que seriam considerados os pais da semiótica. No início do século XX, com os trabalhos de Ferdinand de Saussure e Peirce, a semiótica começou a adquirir status de ciência.

Para Peirce, o homem significa tudo que o cerca numa concepção triádica, e são nestes pontos que toda a sua teoria se baseia. Em 14 de Maio de 1867, Peirce descreveu três categorias universais de toda a experiência e pensamento: Qualidade, Relação e Representação. Hoje conhecemos como Quali-signo, Sin-signo e Legi-signo ou Primeiridade, Secundidade e Terceiridade respectivamente. Trocando em miúdos, o signo é a relação que existe consigo mesmo, no seu modo de ser, no seu aspecto e na maneira como aparece. Explicando cada uma das propriedades, será mais fácil de se entender:

1º - Quali-signo ou Primeiridade

Se algo aparece como pura qualidade, este algo é primeiro. É claro que uma qualidade não pode aparecer e, portanto, não pode funcionar como signo sem estar encarnada em algum objeto. Ela é apenas um sentimento vago, indiscernível, num nível de primeiridade, aberta a interpretação junto com seu suporte. Seu caráter qualitativo - cores, luminosidade, cheiros, gostos, volumes, texturas, formas etc. - enriquece o objeto impregnado.

2º - Sin-signo ou Secundidade

Num segundo nível, o da secundidade, qualquer coisa que se apresente diante de você como existente único, material, aqui e agora, é um sin-signo. Isto porque qualquer existente real e concreto está conectado ao universo do qual ele faz parte, irradiando sentidos em outras direções. É o seu caráter físico-existencial que aponta para as outras coisas. Rastros, pegadas, resíduos, fazem parte de uma existência concreta. Daí, sin-signo.

3º - Legi-signo ou Terceiridade

Ao nível de terceiridade, o caráter do signo aparece quando, em si mesmo, o signo é de lei. Isto porque, ao ser representado, é portador de uma lei que, por convenção ou pacto coletivo, determina que aquele signo represente seu objeto. Note-se que se é por convenção, aquilo que ele representa não é individual, mas geral. Por exemplo, as palavras são caracteres cujos códigos são combinados, mantêm um acordo firmado entre o grupo - uma lei - para que o signo possa significar. Já dizia Peirce: "você pode escrever a palavra "estrela", mas isto não faz de você o criador da palavra - e mesmo que você a apague, ela não foi destruída. As palavras vivem nas mentes daqueles que as usam. Mesmo que estejam todos dormindo, elas vivem nas suas memórias. Elas são coletivas, não individuais".

 

Para Peirce, existem também três significados para signo: ícone, índice e simbolo. O ícone mantém uma relação de proximidade sensorial ou emotiva com o signo, representando o objeto; O índice quer dizer que através de todo indício tiramos conclusões, exemplo: onde há fumaça, há fogo; e por fim o Símbolo que estabelece uma relação entre o signo e o objeto.

Esta foi uma introdução sobre Semiótica Peirceana, mas existem outras, como: semiótica estruturalista/semiologia que tem como foco os signos verbais que se iniciou com Saussure e Semiótica russa ou semiótica da cultura que tem como foco a linguagem, literatura e outros fenômenos culturais como a comunicação não-verbal e visual, mito e religião.

Fontes:

A teoria geral dos signos - SANTAELLA, Lúcia / Semiótica aplicada - SANTAELLA, Lúcia

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Proposta de TCC fechada para UFPR

Confiram abaixo a nossa proposta de TCC apresentada na UFPR, curso de Bacharelado em Design Gráfico:

Apresentação da Proposta de TCC:

Proposta de TCC Impressa: